O preço de um gateway de pagamentos no Brasil mudou bastante nos últimos 3 anos. O modelo antigo (mensalidade + adesão + taxa por transação) virou exceção. Hoje, parceiros sérios cobram só por transação aprovada. Mas alguns custos continuam escondidos no contrato.

Modelos de cobrança

  1. Taxa por transação aprovada — o modelo padrão hoje. Cobra entre 0,5% e 3,99% sobre o valor de cada PIX confirmado. Cartão fica numa faixa parecida + taxa fixa por transação.
  2. Mensalidade + taxa menor — comum em soluções legadas. Mensalidade de R$ 100–500/mês em troca de taxa reduzida. Compensa apenas em volume muito alto.
  3. Taxa por antecipação — só para cartão (não existe pra PIX). Cobra mais se você quer receber em D+1 em vez de D+30.

Faixas atuais por volume de PIX

Volume mensalTaxa típicaMensalidade
Até R$ 10.0001,49% – 2,49%Zero
R$ 10.000 – R$ 100.0000,99% – 1,49%Zero
R$ 100.000 – R$ 1 mi0,79% – 1,19%Zero
R$ 1 mi – R$ 5 mi0,49% – 0,79%Zero
Acima de R$ 5 miCaso a casoNegociado

Custos escondidos pra olhar no contrato

  • Taxa de saque PIX: alguns cobram R$ 1,90 a R$ 4,90 por saque. Outros (incluindo a Vanilla Pag) cobram zero ou baseado em volume.
  • Reserva técnica: parte do seu saldo fica bloqueada por X dias contra chargebacks. Quase irrelevante em PIX, mas alguns gateways aplicam mesmo assim.
  • Taxa de chargeback: cartão, não PIX. R$ 25 a R$ 50 por disputa.
  • Multa por encerramento: contratos antigos cobram. Hoje praticamente extinto.

O custo total real

Pra calcular o custo efetivo, considere a fórmula: (taxa por transação × ticket médio) + (custo de saque × frequência de saque). Pra uma loja com ticket de R$ 100 e taxa de 1,2%, o custo por venda é R$ 1,20 + 0 = R$ 1,20 — sem mensalidade. Saúde financeira preservada.

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